terça-feira, 23 de março de 2021

Nota de pesar – Guilherme Antônio Barbosa Maciel

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É com imenso pesar que a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) comunica o falecimento do professor Guilherme Antônio Barbosa Maciel, 50 anos, gestor geral do Centro Educa Mais Lourenço Antônio Galletti, localizado em Açailândia, ocorrido no início da noite desta segunda-feira (22).

O professor Guilherme deixa um legado extraordinário de luta por uma educação pública de qualidade, sobretudo para a formação dos estudantes de Açailândia. Combateu por 17 anos o bom combate da Educação, ideal de todos nós que fazemos parte da família Seduc.

Como gestor escolar, teve seu trabalho reconhecido nacionalidade com o Prêmio de Referência em Gestão Escolar, em 2017, quando a escola Lourenço Galletti funcionava em tempo parcial.

A partir de 2019, exerceu sua nobre função de gestor em umas das mais belas e modernas escolas do Maranhão, construídas pelo Governo do Estado. Em honra e gratidão pelo valioso trabalho de sua gestão, carregará, a partir de agora, seu nome, tornando-o eterno para aquela comunidade escolar e para as gerações vindouras. “Uma justa homenagem do Estado do Maranhão pela dedicação de parte de sua vida à Educação, sempre com responsabilidade e humildade”, justificou o Secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão.

Neste momento de consternação e pesar, a família Seduc se une aos familiares, comunidade escolar do Lourenço Galletti e amigos. Que todos recebam a graça divina e consoladora para que consigam atravessar esse difícil tempo.

 

Fonte: Seduc

Data: 22/03/2021 – Guilherme Antônio Barbosa Maciel

sábado, 13 de março de 2021

NÃO ME DEIXES




Debruçada nas águas dum regato
A flor dizia em vão
À corrente, onde bela se mirava:
"Ai, não me deixes, não!

"Comigo fica ou leva-me contigo
"Dos mares à amplidão;
"Límpido ou turvo, te amarei constante;
"Mas não me deixes, não!"

E a corrente passava; novas águas
Após as outras vão;
E a flor sempre a dizer curva na fonte:
"Ai, não me deixes, não!"

E das águas que fogem incessantes
À eterna sucessão
Dizia sempre a flor, e sempre embalde:
"Ai, não me deixes, não!"

Por fim desfalecida e a cor murchada,
Quase a lamber o chão,
Buscava inda a corrente por dizer-lhe
Que a não deixasse, não.

A corrente impiedosa a flor enleia,
Leva-a do seu torrão;
A afundar-se dizia a pobrezinha:
"Não me deixaste, não!"

Gonçalves Dias

segunda-feira, 8 de março de 2021



Dia 08 de março: um dia de reflexão e lutas

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Hoje, mais do que comemoração, é dia de muita luta. Não é uma data capitalista como tantas que temos, não ganhamos presentes; no máximo, recebemos mensagens de homenagem, que na maioria são de outras mulheres. Todavia, não é o que queremos mesmo, pois a melhor homenagem e o melhor presente são o respeito e a igualdade que nós almejamos, diariamente, no contexto social em que estamos inseridas.

Hoje é um dia de luta em defesa da vida, luta por vacina para todos, luta por igualdade de gênero, luta contra a misoginia, luta contra os desmontes das políticas públicas para as mulheres, luta por mais creches, especialmente em tempo integral, luta para sermos donas do nosso próprio corpo, luta pela  valorização do trabalho doméstico e a divisão dele  entre homens e mulheres, luta para mantermos os nossos direitos, historicamente, conquistados, pois os que temos têm sido fortemente atacados pelo governo atual e pelas pessoas machistas.

Hoje, sem dúvida, é um dia de refletirmos sobre as nossas lutas, ainda mais! Principalmente, para nos deixar VIVER. Queremos viver, queremos sair de um relacionamento vivas, queremos a garantia de que o nosso lar seja um porto seguro e não um lugar de perigos.  Queremos estar nos espaços públicos sem sofrermos quaisquer assédios sexuais ou estupro. Queremos e lutamos para ocuparmos os espaços de poder, nos quais podemos pensar, agir e usar as nossas vozes para interpelar por melhoria de vida para toda a sociedade.

Nós mulheres, somos sim FEMINISTAS, por necessidade, não por mera vaidade. Quem, senão nós mesmas, irá defender os nossos direitos? O lugar de fala exige que seja a nossa. Se o modo de sermos vistas e aceitas na sociedade não fosse hostil, não precisaríamos travar esta luta. Lembremos de Simone de Beauvoir, grande filósofa francesa do século XX, quando nos diz: “Nunca se esqueça que basta uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados. Esses direitos não são permanentes. Você terá que manter-se vigilante durante toda a sua vida”. A nossa luta deve ser constante, vamos começar em nossos lares, desenvolvendo uma educação igualitária, e expandi-la aos demais espaços sociais.

Hoje, mais um 08 DE MARÇO, a nossa luta continua, não só por nós mesmas, mas por todos os grupos minoritários e desfavorecidos de nossa sociedade. Lutemos por bem-estar, igualdade e justiça social!  Vamos emponderarmo-nos hoje, agora e todos os dias, libertemo-nos e sejamos a voz que defende os oprimidos!

                                                                           

Rute Santos e Lilian Coutinho




quinta-feira, 4 de março de 2021

A máscara que nos humaniza.



De forma estranha as diferenças que nos afastava,

De repente nos tornou  iguais.

O poder de uso da máscara nos permitiu ser iguais no medo,proteção,cuidado...

O belo e o feio estético vestiram a mesma roupa;

Circularam pela cidade sem temer julgamentos,

A boca passou a falar menos porque encontrou seu limite.

Entretanto a escuta amplificou-se e a visão tornou-se mais apurada.

Descobrimos finalmente que o mal acabou nos pregando uma grande lição...

É preciso humanizar-se para enxergarmos como a vaidade,

A ostentação,a indiferença não nos faz enxergar o quanto somos iguais ,frágeis e findos.


Milton Teixeira

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

O agricultor

Todas as tardes eu o observo de minha janela e sinto uma tranquilidade inexplicável na alma. Ele cumpre, rigorosamente, a tarefa de cultivar a terra e cuidar das plantações como uma atividade sagrada. Percebo que aquilo não lhe causa esforço, tampouco cansaço, pois há uma leveza nos seus movimentos ao usar quaisquer instrumentos para aquele trabalho.

Do lado de cá, sem que ele note a minha presença, acompanho, disfarçadamente, os seus passos cautelosos ao redor das plantas. Ali, naquele terreno de esquina, ele cultiva um pequeno pomar que já transborda energia. De enxada e regador nas mãos, ele conversa com as plantas e transparece-me evadir-se para outra órbita. Não consigo imaginar o que se passa em seus pensamentos, nem consigo compreender o seu ritual porque é complexo demais para mim, uma simples mortal que não entende nada das plantas, mas o contemplo e sinto-me feliz. Ter o privilégio de ver aquele mundo totalmente diferente do meu, traz-me satisfação.

Os últimos raios de sol iluminam as verdes folhas das plantas, reluzindo em segundo plano em seu rosto e tornando o lugar com um fulgor singular, até que a noite caia ao som do cricrilar dos grilos e do coaxar dos sapos. E ele permanece lá, como se não percebesse o anoitecer, conhece tão bem aquele espaço que não há diferença entre o dia e a noite. Algumas vezes, se a hora avançar, aumentando a escuridão, ele acende uma lanterna, provavelmente, para vistoriar tudo antes de despedir-se do lugar. Minutos depois, noto a sua ausência.

Assim acontece todos os dias, as ações do meu vizinho agricultor são sempre as mesmas, entretanto me transmitem novas sensações, como se todas fossem uma novidade, porque tais atitudes me remetem à filosofia do cultuar um prazer. Todavia, há um mistério profundo que emerge dessa rotina, o qual não quero jamais conhecer para não me desprender desse encantamento que é observá-lo.

                                                                                                       

  Rute Santos



quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Eternize-se


Tudo passa,

Transforma-se,

Ou perde-se com o tempo

O que fica?

O sorriso

O olhar

O caráter

As boas lembranças.

 

                                      Rute Santos

 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Por inteiro

Não quero migalhas de pão

A sobra do tempo

Amor em fatias

Você por uns dias

Quero

Preciso

Suspiro...

De tudo por inteiro!

                                             Rute Santos

 

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Amo











Eu amo com a alma,

Com o corpo

E com os cincos sentidos

Amo por fora e pelo avesso

Tudo que canto é amor

Tudo que falo é por amor

Tudo que vivo é com amor

E tudo em que acredito é no amor

A vida só tem sentido se há amor

Desacreditar desse sentimento é perecer no vazio

Se há flores, eu amo

Se há dores, eu amo

Se faz sol, eu amo

Se cai chuva, eu amo

Amanheço e anoiteço amando...

Simplesmente.

Amo na loucura e na lucidez

Entre a ilusão e a sensatez

De copo vazio ou cheio

E continuarei a amar, amar, amar, amar...

Mesmo quando um grande amor me deixar.


Rute Santos

 

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

O SILÊNCIO


O Silêncio? [...]. Há quem diga que o silêncio, é mais forte que as palavras, pois quase nunca nos lembramos das palavras dos que nos ferem, mas o silêncio dos que amamos esse sim, pode nos incomodar, angustiar, anunciar e até mesmo ferir profundamente. O silêncio também é o melhor conselheiro, o melhor amigo, e ainda assim não diz nada, o silêncio não revela, não exprime, o silêncio é inoportuno, fúnebre, fragmentado, o silêncio salva, massacra, constrói, destrói, une e afasta, o silêncio é contraditório, irritante, frio. O silêncio grita. O silêncio é a resposta, é a paz. O silêncio é autoritário, impoluível e eterno, o silêncio incomoda os corações aflitos, é inquestionável quando necessário, o silêncio pode falar mais que todas as palavras, o silêncio só não pode dizer “eu te amo”, portanto, o silêncio já mais serviria aos apaixonados.

Não fique em silêncio, prefira sempre dizer eu te amo às pessoas mais importantes de sua vida, pois a vida é barulhenta, mas quando menos esperamos, ela se cala para sempre.


Texto do livro Toda Vida tem uma janela – 1ª edição 2015 Editora Moura/SA Curitiba Paraná – Autora Márcia Castelo Branco. (Todos os direitos reservado) 



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domingo, 20 de dezembro de 2020

O QUÊ você vê de sua JANELA?


De manhãzinha a gente costuma levantar, abrir a janela e dar uma espiadinha lá fora. Tem dias que a manhã está pra sol, noutros nuvens carregadas de chuva; nuns deles a gente está sorrindo, cheios de atitudes positivas e vontade de seguir em frente... noutros tudo que se quer é fugir pra bem longe, se esconder das pessoas, dos problemas, da vida!

Esses 'altos e baixos' parecem que tornam tudo mais difícil, mas, na verdade, é através deles que nos fortalecemos, amadurecemos e crescemos, não apenas na altura. Esse emaranhado de problemas e aflições, mesclados com alegrias ímpares e felicidade plena, é que vão nos moldando, calejando e tornando aptos a continuar em frente. A DOR, quando aparece, vem para nos alertar que algo está errado e que nossa vida está precisando de uma MUDANÇA...

Cada AMANHECER representa o início de um novo tempo, de uma nova vida, mesmo que esse novo tempo dure apenas alguns instantes ou 24 horas inteiras. Parece pouca coisa diante da duração dos meses e anos de uma existência. Pela sua efemeridade, importa atentar pra essa infinidade de coisinhas simples e pequenas do cotidiano. Elas estão atreladas a esses míseros instantes que passam rápido e não voltam. O mais sábio a fazer é aproveitá-los da melhor maneira possível, se quisermos ser felizes.

É salutar o hábito de 'abrir nossa janela' a cada nova manhã. É através dela que deixamos (ou não) entrar a ENERGIA da luz solar que está sempre ali, mesmo os dias estando nublados e escuros. Num paralelo podemos dizer que também as Bênçãos de Deus estão ali, ao alcance de todos e só precisamos DECIDIR se elas vão ou não chegar a nós. Ao abrir a JANELA DO CORAÇÃO e deixar entrar Seu AMOR e Sua PAZ estamos destinados a ter um dia maravilhoso, repleto de emoções e felicidades, mesmo que teimemos em ver apenas o que nos convém. Para muitos, isso significa ver sempre o lado ruim de tudo...


Isabel Tessmer Lilge Rosa