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domingo, 23 de agosto de 2020

AÇAILÂNDIA ARDE EM CHAMAS

Fumaça nos pulmões dos outros é refresco.
Incêndio em terreno baldio no bairro jardim de Alah 

Em Açailândia "o clima anda pesado"! Se você pensa que estou falando sobre “a política local”, está enganado – ainda não é hora...no momento vou lhes falar da cultura que evidencia a ignorância de alguns e o descaso de outros;em verdade não noticiarei nenhuma novidade,tampouco falarei do que é feito às escondidas,mas de algo visível e prejudicial a saúde da população.Difícil não sobrar um pouco para cada cidadão...uns por cometer a infração e outros por não fazer cumprir o que está na lei.

O "ar está carregado",um véu de fumaça paira sobre a cidade; consequências do crime cometido por homens e mulheres de bem,cidadãos que normalmente exigem que seus direitos sejam respeitados,pessoas que amam a cidade,porém não respeitam o próximo...

- De quem estou falando ? Talvez você conheça ! Pode ser a dona Maria, seu José ou quem sabe até o mané...ele pode ser seu vizinho,seu colega de trabalho e talvez alguém que mora em sua casa.

Conhecidos ou não, temos que provocá-los;mexer com o brio dessas pessoas...Vamos lhe causar dor,seja analfabeto,mestre ou doutor.Vamos lhes enfiar um espilho na carne ou quem sabe acabar nos espetando,afinal de contas o ser humano é prevísivel...

- Que mania é essa que o povo tem de tocar fogo "nas coisas"?  

Como se não bastasse a poeira que o vento de agosto traz para dentro de nossas casas , temos que enfrentar as  nuvens de fumaças causadas pela ação do homem. Em nossa cidade isso já faz parte do cenário.Algum suspeito pode até dizer que estou exagerando;há pessoas que se acostumam com tudo nessa vida...Você duvida?Basta subir aos lugares mais altos da cidade para confirmar o que estou falando.Não estou me referindo ao que vemos ao longe no horizonte,indicando queimadas na zona rural,mas de ocorrências de fogo na zona urbana.A fumaça sobe ao céu todos os dias; denunciando a irresponsabilidade de alguns cidadãos...Geralmente isso acontece por se tratar de uma “cultura açailandense" !

- Imagine só a nossa cidade se destacando no cenário nacional e quiçá internacional por tal cultura.

- Os meus avós faziam...os meus pais também...era comum juntar as folhas das arvores do quintal junto ao lixo produzido em casa para em seguida atear fogo;nunca alguém morreu por isso - diz o mané.

- Faço por que todos fazem - exclama dona Maria vai com as outras.

- Ah isso mexe com os nervos...

Donos de propriedades – residências e terrenos baldios - aproveitam o tempo quente e a falta de chuvas para limparem seus terrenos,optando quase sempre por aquela velha mania: "o que for mais fácil eu faço!".No intuíto de economizar tempo e alguns trocados”,varrem,amontoam o lixo e simplesmente queimam sem se importar com o resultado...As principais vítimas são crianças,idosos e pessoas com problemas respiratórios.Diga-se de passagem com a pandemia  da covid 19 o quadro se agravou.


Ao conversarmos com o Sargento Adelino - corpo de bombeiros - ele nos disse que apesar do 12º Batalhão de bombeiros de Açailândia ter feito uma intensa campanha de conscientização(julho)junto a comunidade e na mídia;continuam recebendo inúmeras denúncias de pessoas prejudicadas com as queimas de lixo nos quintais e terrenos baldios.As reclamações quase sempre partem de vítimas da covid 19 !

 

"De junho até novembro é o período mais crítico.Os incêndios evoluem e trazem uma série de prejuízos:queimam residências,carros estacionados ou guardados em terrenos...Essa prática é crime ambiental seja na roça,terrenos baldios ou em residências."

 

 

 


Luis D`França


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Notícias de Viana

DILÚ MELLO A "RAINHA DO ACORDEÃO"


Em Viana, nasceram Antônio Bernardo da Encarnação e Silva (1799-1848), poeta; Celso Magalhães (1849-1879), poeta, novelista, crítico e magistrado, um dos precursores dos estudos folclóricos no Brasil; Antônio Lopes da Cunha (1889-1950), magistrado, professor, jornalista e poeta, membro da Academia Maranhense de Letras; e Raimundo Lopes da Cunha (1894-1941), naturalista e etnógrafo de renome, autor de vasta obra literária.
Mas a personalidade mais ilustre do município é Maria de Lourdes Argollo Oliver, mais conhecida pelo nome artístico de Dilu Mello, cantora, compositora, instrumentista e folclorista brasileira. Nascida em Viana, em 25 de setembro de 1913, Dilu morreu no Rio de Janeiro, em 24 de abril de 2000. O parque Dilu Mello, no Areal, onde todos os anos (geralmente em setembro) acontece o Festival do Peixe de Viana, a homegeia.
Criada em Porto Alegre (RS), Dilu Mello começou a estudar música e violino aos cinco anos de idade. Aos nove anos, iniciou o aprendizado de violão com sua mãe, Dona Nenê, e de piano com a professora Elizéne D’Ambrósio. Aos 10 anos, compôs sua primeira obra, uma valsinha intitulada “Heloísa”, em homenagem à sua irmã mais nova.
Em 1938, Dilu foi para o Rio de Janeiro, estreando na rádio Cruzeiro do Sul, surgindo então o convite para apresentar-se na Rádio Kosmos, de São Paulo. No mesmo dia da estréia, gravou um disco na Colúmbia, cantando as músicas “Engenho d’água” (dela e de Santos Meira) e “Coco babaçu” (de sua autoria). Depois, a serviço do Ministério da Educação, apresentou nossa música folclórica em vários estados, bem como na Argentina, onde morou 2 anos.
Em 1944 gravou na Continental o segundo disco, também com músicas suas, o coco “Sapo cururu” e o xote “Fiz a cama na varanda” (composição sua e de Ovídio Chaves), este seu maior sucesso, música regravada também em outros países.
Atuou no Cassino Atlântico e foi contratada da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro.
Em 1947, “Meu cavalo trotador” (dela e de Ademar Pimenta), gravada pelos Trigêmeos Vocalistas, também fez sucesso no exterior. Em 1949 obtiveram êxito a canção “Rolete de cana” (dela e de Osvaldo Santiago), o xote “Qual o valor da sanfona” (dela e de J. Portela) e o jongo “Conceição da praia” (dele e de Oldemar Magalhães), gravado por Marlene.
Em 1958, gravou de Altamiro Carrilho e Armando Nunes, o xote “Nos velhos tempos”. Por influência de Antenógenes Silva, começou a tocar acordeão, recebendo da imprensa a denominação de “Rainha do Acordeão".
Foi professora de dicção, empostação, danças folclóricas e história da música. Também escreveu peças infantis.
Entre os intérpretes das mais de 100 canções compostas por Dilu Mello estão Ademilde Fonseca, Amália Rodrigues, Carmen Costa, Nara Leão, Fagner, Clara Nunes, Marlene e Dóris Monteiro.
(JP em 26/06/2011)

Fundação Dilu Mello precisa de apoio


Após um ano de existência, a Fundação Dilu Mello, apesar dos avanços já conseguidos com recursos próprios, começa a precisar do apoio da sociedade e das autoridades para dar andamento aos seus projetos culturais. Segundo o fundador e presidente do local, o cantor e compositor Rogéryo du Maranhão, a Fundação Dilu Mello precisa da doação de instrumentos (violão, violino, teclado, harpa paraguaia, rabeca, instrumentos de sopro) para as aulas de música; além de verbas para a construção de uma Rádio Comunitária e de dois teatros.
De acordo com Rogéryo, o projeto da construção da Praça Dilú Mello, onde seria construído esses dois teatros, um Coliseu a céu aberto para 15.000 pessoas, pequenas lojas de artesanato e um ciber café, foi aprovada pela Câmara de Vereadores, mas ainda não saiu do papel. “Se essa praça ainda não foi construída, parte da culpa deve ser atribuída aos vereadores Haroldo Sabóia e Pedro Celestino, que foram os únicos a votar contra o projeto”, diz o artista. “Eles alegaram que no local deveria ser construído um camelódromo, e não uma praça. Acontece que o orçamento da Praça Dilu Mello foi avaliado em 150 mil reais, enquanto o projeto dos vereadores está alçado em 8 milhões de reais. Isso é um descaso com a nossa cultura. Até abaixo-assinado a população já fez em favor da nova obra, mas de nada adiantou”, comenta Rogéryo.
Como ajudar – Hoje, a Fundação possui uma galeria de arte, dois museus, uma biblioteca, uma escola de música e um teatro para 500 pessoas. Na escola de música estão matriculados 18 alunos, todos de famílias carentes. Eles não pagam para estudar, mas precisam de transporte coletivo para freqüentar as aulas todas às sextas-feiras. “A nossa idéia é conseguir um ônibus para buscar os alunos em suas comunidades. O que pudermos fazer para facilitar o acesso dessas pessoas à cultura, não vamos medir esforços. Até por que temos o sonho de formar um coral para a orquestra da Fundação Dilu Mello”, diz o presidente.
Além das aulas de música, os jovens têm oficinas de dança (tambor de crioula, Bambaê de Caixa, entre outras), artesanato, pintura, grafite e cursos de teatro – tudo funcionando sob a responsabilidade financeira do próprio Rogéryo du Maranhão, e sem nenhum apoio de pessoas de fora.
Os interessados em apoiar o trabalho feito na Fundação devem comparecer à sede, que fica no Beco Escuro, nº 9, Centro, ou falar com Rogéryo através dos telefones 221-54-69 e 8119-66-02.
(Por Aurélio Cavalho JP em 21/08/2004)

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